Sabes que cada vez que jantas com a família, alguém, geralmente uma mulher ou filha preocupada, adota o papel da mandrião do jantar e repreende o pai ou o avô por usar muito sal?

Bem, eu tenho boas notícias para o pai, o avô e qualquer outra pessoa preocupada com o papel que o sal desempenha na hipertensão: Praticamente todos os medos que temos sobre os efeitos do sal na pressão arterial alta vêm de dois estudos ridículos, um de 1904 e outro da década de 1970 …. incrível.

Tenho pressão arterial elevada!

Em 1904, alguns médicos franceses relataram que 6 de seus pacientes apresentavam hipertensão arterial. Também observaram que esses mesmos pacientes usavam muito sal na alimentação. Isto foi tudo o que precisaram para que a fobia do sal se movimenta-se nos próximos cem anos. Nenhuma evidência clínica, apenas a mais casual de observações.

As preocupações intensificaram-se na década de 70 quando Lewis Dahl do Brookhaven National Laboratory informou que tinha provas “inequívocas” de que o sal estava ligado à hipertensão arterial.

E esta afirmação foi estupidamente má, pois na realidade ninguém leu as letras pequenas do seu estudo. Sim, a alimentação de sódio em ratos causou o desenvolvimento de hipertensão, mas ele alimentou-os com o equivalente ao humano de 500 gramas de sódio por dia. O problema é que o humano de estrutura  média só consome cerca de 3 a 4 gramas por dia, como digo, afirmação estupidamente má.

Então, sim, comer mais de 500 gramas de sódio por dia provavelmente causaria hipertensão arterial num humano. Também faria com que os teus rins explodissem.

Independentemente destas observações, o Comité de Nutrição e Necessidades Humanas do Senado dos EUA aeitou o trabalho de Dahl e, em 1977, recomendou que os americanos reduzissem seu consumo de sal em 85%.

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