Revelação: as frutas afinal não são assim tão más.

Vamos lá dar uma olhadela no motivo por que é que as frutas foram injustamente proibidas por muitos especialistas em nutrição. Basicamente, tudo se resume a frutose. Fructose é o principal tipo de açúcar encontrado nas frutas, mas é utilizada de forma diferente pelo corpo em relação a outros açucares.

Normalmente, quando um açúcar – especialmente um monossacarídeo – é ingerido, a glicemia aumenta (a glicose também pode entrar nas células sem o uso de insulina, como por exemplo após o exercício, mas isso é outra história). O corpo então percebe que os níveis de glicose no sangue estão muito altos e, uma vez que não pode simplesmente expulsar a glicose, armazena-a no tecido muscular e no músculo hepático para um uso posterior. Isso faz com que a glicose do sangue volte a baixar – muito baixo, na verdade – o que explica o “high” (sensação de letargia) que obtens após uma ingestão alta de açúcar.

A glicose entra dentro do músculo usando uma “chave” especial. Essa chave é a insulina. A insulina liga-se aos receptores locais e permite que a glicose entre nas células musculares. Isto até parece uma boa troca, mas aqui está o senão: a insulina também atua como uma chave para armazenar glicose nas células de gordura. Assim, a mania que as pessoas têm da dieta com baixo teor de hidratos, a popularidade do índice glicémico e o medo irracional da fruta e da frutose é no mínimo irrisório

Com base nos fatos descritos acima, os especialistas em nutrição frequentemente rotulam todos os açúcares, incluindo a frutose, como “maus”. A frutose é um monossacarídeo independente da insulina. Isto significa que converte-se em glicose e é armazenado sem a ação da insulina (ou, pelo menos, em quantidades insignificantes). A frutose não causa grande aumento no açúcar no sangue e, consequentemente, não aumentará os níveis de insulina. Em suma, não vais engordar por causa da frutose, e os níveis de energia devem permanecer uniformes.

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